Portugues, Sobre Viajar Sola

Viajar Sozinha

123

O ano de 2019 propus viajar de bicicleta. O plano é ir e encontrar a minha bicicleta que deixei no ano passado em Cancún, atravessar um avião com ela para Cuba e atravessar a ilha por pelo menos 3 meses. Uma bela ideia, tão instagrameable que já posso ver as fotos dos ombros com bronzeado fascinante, os locais, as pessoas que eu vou conhecer e até mesmo a música que eu vou ouvir.

4

Eu tenho feito algo como 10 anos, não apenas andando de bicicleta, mais também participando de diferentes organizações, como Bicipaseos Patrimoniales, Pedalea por la calle e hoje Comunidade Viajar sola y Ciclistas Sueltas.

Além disso, é importante participar dos últimos 4 fóruns mundiais de bicicletas nascidas no Brasil, em suas versões em Medellín, Cidade do México, Lima e também na organização do Chile. Também na minha participação com artigos e colunas sobre o uso da bicicleta ou como pedalar em diferentes cidades da América Latina.

5

Mas talvez uma das coisas que mais me ajudou a tomar a decisão de viajar dessa maneira seja o meu treinamento inconsciente, trabalhando no comércio de bikemessenger. Porque não há nenhuma conversa, oficina, fotografia ou coluna na revista percebe mais claramente o que pode chegar hacer bicicleta economicamente, como a criação de empregos que pagam contas, que dão para comer apenas em nome da sua pedalada capacidade. Passei 10 anos e 11 estações, vendendo humitas (comida tradicional chilena, feitos a partir do milho, similar nos tamales) e outros como esses mesmos anos, fazendo de emergência de produção onde eu resolver problemas familiares, passos muito importantes e até mesmo pessoas que não estão na país

6

Há também outro ponto importante: fiquei com viajantes em diferentes circunstâncias, mas talvez minha melhor experiência tenha sido acomodar viajantes em bicicletas a través do Warmshowers. É assim que loquísima pessoas vieram para minha casa, que tinham tomado essa decisão e tinha América do Sul como Caio tour Latintin América Portoalegre, ou Robert, que viajou da Inglaterra para o Alasca, para quebrar sua viagem para Ushuaia.

7

Portanto, minha decisão de viajar de bicicleta não é tão louca ou tão aleatória e a própria ideia de pensar nisso me dá uma enorme felicidade, assim como quando ando de bicicleta, assim como quando conheço uma nova cidade de bicicleta. Mas surge outro questionamento, que por mais manifestações no mundo, apesar de me considerar fortemente feminista e até de dar palestras aos disparos: devo supor que toda vez que viajo, gostaria de ser homem.

8

Um homem grande, forte, com braços grandes. Eu gostaria que ninguém pensasse em me levar para ir, me bater, me tratar mal. Que ninguém questionou minha maneira de se vestir, para onde eu vou, a que horas, até mesmo, que eu não questionaria minha vida sexual ou emocional quando viajasse sozinha. Mas não é assim. E embora,  eu seja uma daquelas pessoas que se importam muito pouco com o que as pessoas pensam do que fazem ou do que não fazem, porém isso acontece. Todo o tempo.

9

Eu também gostaria de poder andar na hora que quiser, onde quiser, com quem eu quiser. Mas não importa o quanto eu tente, não importa o quanto eu esteja empoderada, embora eu já tenha viajado por 7 países e contado, isso não acaba. Mesmo que eu ande de bicicleta, onde quer que eu esteja, sempre há um duplo medo ¿Eu voltarei para casa desta vez?

O ano de 2015, eu cheguei num domingo, da casa da minha mãe, na verdade o dia da mãe de bicicleta, quando eles me atacaram. Tudo é muito confuso e até hoje não sei exatamente o que aconteceu naquela época em que perdi a consciência e perdi o movimento de minhas pernas.

Antes de saber que dados, havia muitas pessoas que perguntaram que horas eram isso? Ela estava sozinha? Provavelmente muitos disseram isso porque eu costumo andar de bicicleta sozinho e à noite. Porque eu trabalhei nos últimos 10 anos em shows e a maneira mais confortável e segura tem sido andar de bicicleta. E sabemos que ser mulher “não deveria ser”.

 

10

Vivemos em um mundo que, para muitas ondas feministas e manifestações como #niunamenos na Argentina ou no Chile, contra a violência de gênero no Peru, mesmo as mulheres não têm acesso total às cidades. Eu tenho olhado em espaços públicos, os botecos no canto e sempre há homens, onde estão as mulheres? Onde as mulheres deveriam estar? Sempre cuidando dos outros ou cuidando dos outros para fazer algo para eles, em vez de aproveitar suas vidas? Se ainda é o conceito em pessoas que as mulheres não devem ir em um determinado momento, eles não devem andar em determinados lugares, não deve viajar sozinho e ainda nem sequer precisa saber certas coisas, como a mecânica de seu carro, imaginar o que mais nós não devemos fazerNós temos o toque de recolher como acontece nas ditaduras.

11

Hoje, as mulheres no Chile estão exigindo que as universidades e faculdades tenham protocolos para denunciar assédio ou abuso sexual e que a educação não seja sexista. Não deveria ser o básico? No entanto, para muitos, esta luta é básica, sem importância “eles estão exagerando”. E estamos pedindo mais ou menos do que os homens. Mais de uma vez conversei com viajantes, que homens viajantes são questionados sobre suas aventuras, os lugares que visitaram. Para as mulheres, por quanto medo elas tinham, que se não tivessem medo de andar sozinhas, que se ninguém se opusesse a tal companhia.

12

13

O ciclismo sempre esteve ligado a causas feministas, porque significava lutar pelos direitos humanos básicos, uma autonomia que é super difícil de entender se você nunca esteve no lugar de uma mulher. Viajar a qualquer momento e em qualquer lugar, sem o terror de ser alcançado. Não precisa de um acompanhante / cuidador / protetor. Lute pelos direitos básicos de qualquer ser humano, como o trânsito livre.

As mulheres parecem ter direitos humanos diferentes, só porque têm uma vagina.

Viajando sozinha, nasceu de querer fazer um blog de viagens primeiro. Mas percebi que a visão e as necessidades de uma mulher que viajam às vezes tem a ver com muitos problemas específicos. Uma mulher em trânsito enfrenta não apenas os perigos particulares e óbvios, mas a primeira pessoa com quem ela tem que enfrentar o medo é consigo mesma, com seus vizinhos, com o resto.

Comunidade Viajar Sola tem como objetivo ser uma comunidade de mulheres que viajam pelo mundo. Mas por que criar uma comunidade de mulheres que só viajam sozinhas? Porque as mulheres sempre procuraram outras mulheres para se acompanharem, quererem se conter, apesar do fato de que a sociedade quer mostrar algo diferente: competição, deslealdade, etc.

15

Buscamos que a comunidade seja um espaço para compartilhar experiências de viagem e colaborar com outros viajantes para tornar sua experiência mais leve, em um espaço sororo e feminismo, onde estamos todos aprendendo a se livrar do machismo. Estamos fazendo diferentes atividades: Conversas, palestras, workshops sobre mecânica básica para mulheres, ciclismo, compartilhamento de dicas, artigos e recomendações nas redes sociais como um grupo privado de fb e instagram, assim como começar a construir um website.

Queremos conetar com as mulheres de todo o mundo, por isso, convidamos as meninas que estão lendo a seguir o  grupo fechado “Comunidad Viajar Sola” en  FB, Viajar_sola en Instagram eo site “viajarsola.cl” resto Y ajudar-nos a este resultado. Um mundo que tem mulheres tomando decisões, sendo uma parte ativa, é um mundo melhor.

17.jpg

***Presentación preparada para ser expuesta en Brasil, junio del 2018.

 

Anuncios
Lugares Imperdibles

El café de Julio

1625533_10152227967358158_827586188_n

Cuando llevaba poco tiempo con el programa de radio, en los tiempos del fotolog, recibí una convocatoria para un concurso de cuentos de Asado De Costilla. El premio era un café en el Café Converseria Don Julio , donde el mismo Julio , el dueño, te servía un café.

Me llamó la atención por qué. De curiosa, busqué la dirección y me fui a dar una vuelta.

No me acuerdo de esa primera vez, menos de esa primera conversación, pero el lugar me voló la cabeza, al igual que el café. Las personas que iban ahí, las historias que se contaban y como yo, inmiscuída en el mundo de internet y las horas, podía perder (o ganar) la noción del tiempo. ¿5 minutos? ¿Todo un día? ¿Semanas?

café 2.jpg

Durante unos 10 años, volví tantas veces como no recuerdo. Conversé con políticos, filósofos, trapecistas, actores, rectores de universidades, estudiantes, luchadores sociales, periodistas, arquitectos. Con gente que con el tiempo supe qué hacían, porque en general, no tengo idea qué hace ni en qué universidad estudió o si estudió o no, pero sí sé como mira cuando relata algo que ama: efecto ojitos brillantes tipo Candy mirando a Terry o a Anthony. Sí sé, la cara que pone cuando lo agobia un problema terrible y urgente y se está cayendo y antes de caer fue a salvarse en un rato de conversación o cuando va a mostrar por última vez su tesis, su guagua nueva, su nuevo amor, su nuevo proyecto. Conversar, un ejercicio tan pero tan mágico, tan análogo, tan profundo.

Una de las últimas veces que fui, alguien dijo que después de Roberto-parte absoluta del inventario visual-yo era una de las personas más de ahí ¡wow, manso piropo! Ahí han salido parte de mis mejores ideas, parte de mis textos más queridos. Simplemente me he sentado ahí a que pase el tiempo cuando tirito de miedo o cuando algo increíblemente hermoso me sucede. Afuera malabareé con fuego, toqué gaitas, llevé a cada una de las personas más queridas a presentarlas y por supuesto, ahí conversé tanto, tanto, tanto, con la excusa de tomar un café y fumarme un pucho.

Sé que mi tema TT de hoy, el dolor de guata, se me pasaría en lo más inmediato que lo que quisiera, como también en esa sensación de llegar, a cualquier hora, desde cualquier lugar, en el estado que esté, a sólo decir “Un café, una empanada y un vaso de agua, por favor, por mientras, voy a fumarme un pucho afuera”, mientras discuto algún existencialismo de un personaje asesino de las notas de Roberto, o a escuchar al Shiappa tocar una melodía que nunca termino de entender o a dar una vuelta, o a contarle a Julio y a la Ana una nueva idea descabellada, mientras llega alguien más y cuenta o escucha, alternadamente, otra conversación pelacables.

café 3.jpg

Gracias por cada una de las personas que nos encontramos en ese gesto sencillo e iluminado de conversar sin títulos, sin convencionalismos baratos, sin tiempo, por el puro gusto. Gracias por haber hecho de ese lugar un refugio contra todos los demonios y todas las maravillosidades. Hoy, los eché tanto de menos, tanto o más que ese café y la borra en el fondo y sus efectos inmediatos y trágicos para con los dolores o para aterrizar luego de un momento intenso. Gracias.

Cómo viajar con, Sin categoría

Cómo viajar gratis (o casi)

De más chica, no viajé mucho. Primero, por plata. Segundo, porque siempre tenía muchas actividades y jamás me hacía tiempo. Mi familia no es para nada viajera y si lo hacía era por razones de mis actividades: retiros, encuentros mundiales, misiones.

Pero desde esa vez que se me puso en la cabeza ir a estudiar a Argentina, como en una suerte de epifanía, empecé a hacerlo una y otra vez. Lo primero que aprendí fue que para viajar, no se necesita plata si no la convicción y las ganas de hacerlo. Si fuera por plata JAMÁS habría viajado en mi vida y no lo seguiría haciendo como parte de mi reset natural. Entonces ahora viene la pregunta obvia ¿Entonces como? ¿Como es que siempre dices que no tienen plata y siempre te leo que andas viajando?

Acá está el secreto, mami:

Pucha que es boni el país de la cumbia. Guane, Santander. Colombia.
Pucha que es boni el país de la cumbia.
Guane, Santander. Colombia.

1. Trabajando en los lugares que voy o trabajando para el mío.

Varias ( Por no decir casi todas) no he viajado solamente por el placer de hacerlo, sino más bien para probar suerte cuando he pensado que es necesario ( Buenos Aires), a hacer una pega específica (Como la de blogger de viajes en Santander, Colombia), a dictar talleres ( Como en San Francisco de Cba. Argentina), entre otras. Trabajar en los lugares donde irás, por muy básico que sea esta pega ( Como garzona o “bachera”), siempre será un aprendizaje gigante de la cultura local. Lo otro es que escribiendo artículos para internet donde me pagan poco pero me pagan, como Community Manager o @delosmandados sigo gestionando cosas todo el tiempo, por lo que a pesar de estar lejos, sigo haciéndolo.  Sólo necesito que a los lugares que voy, pueda acceder a internet.

Lo otro es que me propuse, mientras más pueda, tener trabajos remunerados que pueda hacer en cualquier parte del mundo. Así que si quieres que escriba para tí, tu sitio, revista, etcétera ¡Hazme feliz, acordemos precio y voila!

Noviembre
Foto pésima de un sencillo taller, en un sencillo lugar, de un pueblo muy sencillo. Taller de Redes Sociales. Biblioteca Sn. Fco. de Cba, Argentina

2. COUCHSURFING

Una de las mejores ideas de redes sociales del mundo mundial. Uno, cuando es viajero, sabe que siempre es bueno ahorrarse unos $ . También que en más de un momento te dieron una mano u alojamiento o simplemente, no hay mejor cosa que conocer un lugar por sus propios habitantes y no por un destino turístico armado para ello.Es por eso que esta red social donde la principal idea es que te presten un sillón para dormir, por la buena onda de compartir o un paseo por la ciudad.Es así como tuve muy buenas experiencias en Buenos Aires, conocí a otro gran viajero y músico Pablo Aimi  y a un amigo colombiano que aunque no alojé en su casa, me mostró en  la ciudad otra cosa muy importante: las fiestas que hacían los que les gustaba la misma música que a mí. Yujuuuu

Fer, el colombian
Fer, el colombian Villa crespo, Baires 2010

3. Hacer dedo:

Debo decir que he hecho muy pocas veces en mi vida, pero las veces que lo he hecho, me ha resultado súper bien y me ha permitido, primero, llegar a lugares que no tenía como llegar de otra forma ( desde un pueblito olvidado en la 7ma región hasta Constitución 1 semana antes del terremoto). Ahorrar plata u conocer a la gente en otro contexto me gusta y pienso hacer un viaje pronto así si no me resulta otra forma. Admiro tremendamente a los que se lo han tomado como forma de vida como Nena de Los viajes de Nena y espero poder hacerlo más cuando viaje a mis próximos destinos 😉

IMG_0190
Cascada de Juan Curí. ¿Chicas? Esas hormigas que se ven, son los chicos que vienen bajando del torrentismo
Trabajando. Cañón del Chicamocha. Santander. Colombia
Trabajando.
Cañón del Chicamocha. Santander. Colombia

3. Gastando lo mismo o menos que en mi casa

Obviando los pasajes y la estadía, los gastos de comida en general se me reducen a menos de lo que gasto en Santiago. Vivo en una de las ciudades más caras en este item, por lo que todo lo demás me resulta súper barato. A esto le sumo que me voy en general por periodos superiores a 20 días, por lo que no es lo mismo gastarse en una semana la plata que no tienes, a “vivir” en un lugar un tiempo determinado. Si compras para ese tiempo ciertas cosas (Artículos de aseo, aliños, frutas, etcétera), no tienes que gastar adicional a lo que ya venías gastando. De hecho, aunque te parezca una locura, para viajar a bajo costo, es más barato “vivir” en otro lugar por al menos un mes que ir por una semana de “turista”

IMG_2559
Bueno, ahorrando en algunas cosas, uno puede comerse un alfajor que vale $990, pero que es de lo mejor que he comido en el mundo mundial. Si va pa allá, tiene que pasar por aquí Valdivia, 2014

4. Venta de Bodega pre y post viaje 

No tengo  muchas cosas ( digo, tengo hueás, caleta, cosas me refiero a electrodomésticos, herramientas, etcétera) porque justamente en cada viaje me he encargado de reducirlas por dinero que me sirva a la hora de viajar. ¿De qué me sirve tener cosas arrumbadas si eso lo puedo disfrutar hoy en otro lugar? Además, no soy muy apegada a ellas, siento que las cosas van y vuelven y las que fluyen vienen mejor después (Cosa que he aprendido a punta de costalazos, acarreando cosas que a la larga era más útil vender). Siento que me he transformado en una experta de estas ventas de bodega on line, incluso con amigos que se suman o que me piden que venda cosas por ellos. Fácil: Les saco fotos, las subo y por ventas superiores a 6 lucas, las voy a dejar a la casa en un radio que puedo hacer en bici. Y de un viaje siempre traigo cosas para vender, por lo que siempre van quedando cosas para vender inmediatamente después cuando me quedo sin plata o para algún otro momento ❤

Mueble shuer logo ashí, vendido en una de las súper ventas de bodega, piropeado y peleado por la gente
Mueble shuer logo ashí, vendido en una de las súper ventas de bodega, piropeado y peleado por la gente. Yo no sé qué tanto, pero a la gente le gustó.

5. Comercializar productos de la zona

Otra cosa que me resulta bastante para viajar, es comprar productos donde voy, la gente me transfiere una parte y arreglamos cuando vuelvo, con el mismo sistema de siempre: Me encargan, yo se los voy a dejar a casa u oficina en mi bicicleta. Así me pago los gastos ( por eso mismo traigo salmón ahumado de vez en cuando) y mi viaje se subsidia, sólo con mover ciertas cosas. Ojo: igual es en base a la confianza que ya me he ganado durante varios años al mando de @humitadomicilio

6. Cuidar casas

Me pasó hace poco: unos amigos viajaban, no tenían quien les cuidara a su gata en una casa olvidada en un cerro, el ideal para una bloggera con ganas de escribir un libro ( Ya lo terminaré, ya lo terminaré) lejos de la civilización, mientras terminaba una pega de unas reseñas, todo on line. Me prestaron su casa y fue una de las experiencias más exquisitas que he vivido últimamente: 3 semanas conversando casi exclusivamente con una gata, mirando un río. Demás que alguien que conoces tiene casa en la playa/ campo o va a ir de vacaciones y necesita que alguien se quede en su casa.

Mi compañera por casi un mes. Gracias por saltar encima mío y pensar que la soledad es bonita también
Mi compañera por casi un mes. Gracias por saltar encima mío y pensar que la soledad es bonita también

Sé que hay más formas de viajar gratis: Una beca, trabajo de voluntariado, irse a bailar caporal, irse en un barco, trabajar en una granja/campo, comer donde los Krishna, artesanía, malabares, música. Pero al menos, a mí, esto es lo que me ha resultado.

No todo es tan fácil

10 ejercicios para enfrentar el viaje y la soledad

Irse a la conchesumadre, implica además de fotos lindas en Instagram y en las portadas de Facebook,  solucionar problemas técnicos menos que básicos (Como ¿Tengo tenedor? ¿Tengo cama?), enfrentarse a culturas distintas (Que no comen pan sino tortillas y donde es preferible darte una mala indicación a parecer descortés), ecosistemas que funcionan muy distintos a los que acostumbras (Juntémonos a las 16:00 en tal lugar y no “alguna vez”), derribar mitos entre un país y otro, terminar largas relaciones de amistad/pareja/familiares/ violentas o desgastantes o afianzar otras que te parecen importantes o interesantes  y bajar de la nube y caer en la realidad de hocico bruces junto con todas las publicaciones que me encanta este país.

Es distinto viajar 2 semanas donde todo pasa rápido o cuando estás en un hostal donde todos están un poco en la onda de querer conocerte y abiertos a que los conozcan o estar en un encuentro de gente que hablan de lo mismo que te mueve a ti, pero…¿Cuándo ya pasa ese tiempo? ¿Cuando ya te viste una o dos veces con la gente que podías conocer o recomendada de amigos de amigos y como que no hay más excusas? ¿Qué hay después?

Estar en otro país

Hay cosas muy absurdas que te recuerdan que no estás en tu país y a veces es bacán, pero a veces no. La comida es un ejemplo súper concreto. Y no es sólo la comida en sí, uno lo puede tomar a la ligera, si la comida es muy rica: si quiero cocinar, no hay de lo que me parece obvio que hay en todos lados. Hay otras cosas que no sé como se preparan, menos como se llaman para buscarlo por internet. Desde manjar, pasando por aliños o verduras. TODO.

O salir a la calle y no encontrarse a nadie, y peor aún: no conversar con nadie en días. O no saber qué actividades hay, porque en verdad hay millones , pero y obvio, no ir porque  o no tienes idea (porque no sabes tan bien como y dónde buscar) o las distancias agiladas que habría que recorrer para ir son larguísimas o simplemente no tienes la plata para esas porque tienes que empezar a comprar cosas tan absurdas como todo o ya te pasaste en la hora tratando de buscar o tenías que llamar por teléfono y todavía no puedes hacer funcionar el teléfono de acá.

Desde muy chica soy muy sociable, por lo que esta sensación de no saludar , no encontrarme por días con nadie,no conversar, me resulta súper frustrante. Esta ciudad es  grande y también no se me ha hecho tan fácil quedar después de una segunda vez con ningún mexican@, a diferencia de con chilenos que viven/están por acá o de otras nacionalidades. ¿Tanto les cuesta juntarse o no quieren y por qué? ¿Es tan pero tan falso el “Cuando vayas a mi país, te voy a mostrar mis lugares favoritos”o es un tema cultural más exacerbado que en Chile de una eterna promesa de “en la semana” que nunca es totalmente real? ¿Es lo mismo que me pasaría en cualquier país o tiene que ver con que es distinto viajar un par de semanas estando en un hostal que viviendo en un lugar que no es tu país, ni tus costumbres, ni tus amigos?

Me viene una autorabia no conmigo sino con lo que haría y he hecho ¿Qué haría yo si me conociera? ¿Me trataría igual? ¿Me caería mal? ¿Mi afán de las invitaciones se vió superado y ya no lo volveré a vivir (invitar y ser invitada)? Es que a veces me entra la rabia y no lo puedo creer ¿En serio a nadie le tinca salir a mostrar la ciudad como lo he hecho millones de veces con personas que ni conozco por el puro gusto de hacerlo y de hacerlos sentir bienvenid@s? ¿Nadie invita a cosas a gente que sabes que está aquí?

Hay otras cosas más absurdamente emotivas que echo de menos: abrazar a mis amig@s con una melosidad digna de final de película, ir a bailar (a mi lugar favorito básicamente, con sus resguardos, demonios y marcas de pisco), ir a tomar mi café favorito  en una conversación sin tiempo, conversar de otras cosas que no sea por pega o casi. Echo de menos incluso las cosas/personas/situaciones que ya no quiero en mi vida y eso sí que es triste. Es como que una mala droga esté ahí al alcane de tu mano y estar batallando por no recaer.

Además trabajar por internet para Chile no ayuda en esto ( sí en otras cosas como el mantenerme, obvio) 😛 . Puedo quedarme todo el día encerrada, sin que me relacione con ningún humano.

Kit de supervivencia sicológica básica

Para no sucumbir ante la soledad y sus locuras (ya me he visto en esa) y volverme deprimida y terminar en el aeropuerto llorando al teléfono con sólo ganas de irme de vuelta YA, he desarrollado un plan de 10 ejercicios que me permitan mantener la cabeza en orden o como llamó un amigo Seba, también viajero , para la supervivencia sicológica “Me voy a la CTM Starter Kit”

1. Comer de manera equilibrada. Parece obvio, pero esta hueá me cuesta muchísimo, porque estaba comiendo en horarios pésimos, no cocinándome, además ODIO (ODIABA?) cocinarme sólo para mí. Cocinarme a diario, no saltarme comidas, disfrutar de ello. Proveer de agua (aquí el agua no es potable) y beberla a diario como una obligación. Preparar verduras, guardar lo justo. Recordar que estoy pobre y no puedo gastar demás.

2. Restringir casi al 100% pelotudeces que no necesito. Tengo un vestido, 2 faldas, un short y así muy pocas cosas. Aún así, todavía tengo desordenado, estoy trabajando en ello. El vino chileno Carmenere está considerado en “necesario”, así que de eso tengo al ladito del mezcal.

3. Juntarme a conversar al menos una vez a la semana con gente real, que pueda ver sus facciones de frente. Me frustra mucho ver a la gente sólo una o dos veces, pero bueno, no sé ya como funciona la gente acá. No incluídos los segundos de espera entre que conversan conmigo y están muy ocupados contestando un mensaje de fb (que por lo demás, cada vez me apesta más esa situación).

4. Ir al menos a un evento semanal, que me permita conocer a otras personas y tener conversaciones para la vida. Así poco a poco he ido contactándome con gente interesante que no habría conocido de otra manera. Así que sigo atentamente eventos en FB de mis conocidos o a través de plataformas como Eventbrite o Meetup , que permiten encontrar eventos por intereses particulares, sin olvidar los encuentros de gente por Couchsurfing u otras páginas de viajeros.

5. Llamar, mensajear, mandar y recibir audios: He sido en general poco dada a las llamadas por teléfono en la vida ( De hecho, por lo general son de auxilio o por pega, odiaba hablar por teléfono), pero acá me es imperativo conversar. Conversar con mis amig@s de siempre casi a diario y al menos enviar 2 mensajes semanales a gente random que me acuerdo para pelarle el cable del viaje y de una súper revelación que tuve mezclada con alguna conversa que tuvimos, con alguna música que escuchamos o un innumerable etcétera. Vayan a perdonarme ustedes.

6. Escuchar música cada día Súper obvio, pero en realidad la música siempre me saca de cualquier momento raro. Así que aunque sea envasada o arrancarme a cualquier concierto que me parezca genial y que sea gratuito o casi, siempre es un momento que agradezco demasiado. Además echo de menos que parte de mi trabajo sea ir a escuchar música.

7. Obligarme a salir al menos una vez al día Como en este momento que llevo más de 48 horas encerrada. Me acabo de poner mi único vestido y me estoy echando pa la calle a tomar aire (o lluvia, como es el caso del verano mexicano).

8. Escribir, aunque no publique Las mejores cosas según yo, son esas que no he publicado, porque justamente necesitan madurar. Pero escribir, escribir, escribir. Mucho.

9. Publicar, para ver si está llegando lo que en verdad quiero expresar Seguir escribiendo hasta la muerte y cuando tenga ideas que pueda desarrollar en la medida que la gente hace feedback, lo publico en mi fb y después lo tiro pa acá, como en el caso de este post.

10. Dibujar Mi último deporte favorito, que hace que salgan otras cosas que no salen escribiendo. Un nuevo amor en la vida, del que todavía tengo demasiada curiosidad y ganas de seguir aprendiendo.

¿A alguien se le ocurre otro ejercicio (yoga y meditar me parece grandioso, pero no me seduce) para mantener la mente tranquila cuando estás realmente sol@?

Conste: No echo de menos todo el tiempo, me encanta estar acá, pero hay días-como ayer, como anteayer, como hoy-que lo único que quiero es estar en mi “casa”, llamar a alguna amiga para decirle que voy pedaleando a su casa, a simplemente abrazarnos, conversar y quedarme dormida en el sillón (como siempre), sabiendo que una frazada me va a tapar y que nadie me va a decir nada, porque saben como soy, saben que me canso y me quedaré dormida en el momento justo que esté acomodándome ahí. O irme al café, a simplemente contar historias y fumar y tomar café y reírme hasta las carcajadas más sonoras y que se escuchen a una cuadra. O ir a bailar hasta que me den calambres, sin pensar que alguien me va a querer hacer algo malo, encontrarme con gente, tomar lo mismo de siempre, reírme de los mismos absurdos de siempre.

PD: Sí me conoce, sabe que esto puede que me dure hasta hoy, salga, me pase algo extraordinario y olvide esto. Pero así lo siento y estoy segura que a la gente que ha vivo en otros lados también les pasa ¿Verdad? #díganmequesíporfavor .  Si no me conoce, puede que encuentre exagerado, de una loca de mierda, pero no me importa. O al menos, por hoy no me importa.Chúpenla con mayo y con el viento en contra.

Cosas que debes saber antes de ir a

10 things you must know before coming to Santiago de Chile

Nota: Esta es la traducción de Raúl Aliaga del post  “Cosas que debes saber de Santiago antes de venir” post más visitado de mi humilde blog que está en este momento en mantención (Gracias huachito!). Si tienes alguna duda o comentario, no dudes en contactarme. Lo mismo si quieres colaborar con esta humilde info para los recién llegados y traducirlo al portugués,francés, alemán, creolé, etc :).

Nota 2: Este post fue escrito originalmente hace unos años, así que algunos precios pueden variar)

I have met many expats in my life. It has happened me that they know more than I do, because they have read a lot before coming. Or to see them to be always paying attention to the details of their stay, such as very basic explanations that if you’re not from here you won’t understand, like sayings, jargon, etc.

foto1

Moreover, I’m a santiaguina, I have lived almost all my life here and because of the things I do (being “The Errands Girl“, for example), I also know a lot about streets, good but cheap places to eat, where to buy or who to call if you need something.

I hereby list only ten things that might come in handy if you come here for holidays or to spend some time in Santiago. If that’s the case, reach out to me, we might get some coffee and I can show you around the city ;).

Image of Santa Lucía Hill (or Huelén), reachable by subway through the station with the same name. I won’t talk in the post about this, because you’re going to be told about it in aaaaall the traveler guides.

  1. The “Alameda” doesn’t exists. It’s possible that many people will tell you about “Alameda” as a street, and you won’t ever find a sign that calls any street with such name. It’s “Libertador General Bernardo O’Higgins”, the main avenue in Santiago, where also lies the Line 1 of the subway (Metro, colored red). Towards the east continues as “Avenida Providencia” or “Nueva Providencia”, and towards the west, continues with the name “Pajaritos”.
  1. The most typical (fast) chilean food it’s not cazuela neither humitas. An “italiano” (italian) is a hot dog with smashed avocado, chopped tomato and mayonnaise. It’s one of our typical fast foods. Where to have the best ones according to me? In my ranking: Pikachu (small cart in Pio Nono and almost crossing with Bellavista, in Recoleta, Santiago). Portal Fernández Concha (Compañía between Paseo Ahumada and Estado), Dominó (It’s a “fuente de soda”, like a diners, located in several places as its own place or within malls). PS: If you want to try humitas, talk to me.
  1. Transportation. To use public transportation, you must buy a card (just like in any public transportation system in many countries) called BIP, that costs 1350 pesos, and it’s sold at all Metro stations or at the Centros BIP. With it, you can charge it only in multiples of 500 pesos with a minimum of 1000 pesos, at the selling points or at any other associated stores that enable to charge BIP cards. With the BIP card, you can travel by bus (we call them micros here) and by subway (we call it metro), up to 4 different rides with transfers within 90 minutes. If more than one person uses the same card in the same transportation within those 90 minutes, you cannot transfer without being charged again. At the Metro you can buy tickets for single trips, that have different prices on rush hour (hora punta) or non-rush hour (valle).

The public transportation system includes Micros, Metro, colectivos (cars that travel between two specific points for a flat rate) and taxis/cabs. Micros work on a system of troncales (buses that travel long distances) and alimentadores (“feeders”, buses that travel short distances) that generally start or end at a Metro station, in a system very similar to Transmilenio (from Bogotá, Colombia). Colectivos are cars with a capacity up to 4 persons, that go through stablished fixed routes. They usually end or start their routes at a Metro station. You can see the routes at the Transantiago Website.

The Metro currently has 5 lines that connect you to several comunas (cities within the metropolitan area, Santiago city). If you stay around downtown, most probably you’ll only use the red and green lines (Line 1 and Line 5). It’s quite simple to understand and it will take you to the main places and attractions on the city.

Line 1: Red

Line 2: Yellow

Line 4: Blue

Line 4A: Light Blue

Line 4: Green.

(Yes, there’s no “Line 3”).

If your preferred option is to ride a bicycle, the people from Bicicleta Verde rent bicycles, and they’re very well located (Loreto with Santa María, near the Museo de Bellas Artes, and near the Metro station with that same name). On the other hand, if you come for a prolonged stay, you can buy one in San Diego, at the Bio Bio market, or if you like something more vintage or “custom made”, you can go to Ayala Bicicleta, that works with restored bicycles.

  1. Places that no paid-for tour will take you to, and that you must visit. If you are the kind of person that likes to visit what tours won’t tell you, and you want to meet the real Santiago, then I’m telling you which are the places you must visit.

Bio Bio: It’s an area that includes Barrio Franklin, where there are shops that sell all kinds of items. It’s a collection of several warehouses and streets, some of them by theme (antiques, furniture, etc) and it’s an excellent weekend excursion. I have Argentinean friends that buy everything they find, because if you look for tech gadgets, vinyl records, artefacts, books, make up, clothes, sport gear, etc, you will find it (actually, everything and anything is here). How to get there? Metro Franklin (Yellow line), on a bicycle or with micros such as the 301.

Barrio Yungay: Also known as “Bello Barrio” (Beautiful Neighborhood, as in Mauricio Redolés’ poem), is the second most traditional neighborhood in Santiago after the historical center, and it’s located within what’s called “Gran Yungay” that includes Barrio Brasil, Concha y Toro and others. It has many cultural centers and museums (Museo de la Memoria, Galpón Victor Jara, Biblioteca de Santiago, Taller Sol just to name a few), a lot of artistic activities (I recommend the cuecas on Tuesdays at Plaza Yungay and the Fonda Permanente) and a lot of immigration history, past and present, is alive on the different ingredients of Peruvian, Colombian and Dominican cuisine. Sunday’s fair is on Esperanza street, and specially the small merchants selling their stuff like at a Flea market or a garage sale, is one of the most fun attractions on Santiago’s downtown. To find lodge in this neighborhood is to be very close to the main area of downtown, the Barrio Universitario, close to parks such as Quinta Normal and Parque O’Higgins, and close to the cozy neighborhood life there. How to get there? Metro Cumming or Quinta Normal (Green Line), República or ULA (Red Line). And bicycle!

Plaza Libertad de Prensa (“Freedom of Press Square”), better known as “Plaza Concha y Toro” (on the background, what it once was my home for a few months and my ex mini cic bicycle, stolen by a bad man).

foto 2

La Vega: It’s the most central Farmer’s Market, where you can buy vegetables, fruits and groceries for homes and commercial stores or restaurants as well. There you can find things for your kitchen at a very good price, and you can also eat very tasty things. I recommend to eat “Donde la tía Ruth”. For 2000 pesos you can eat until you’re tired, for example, fried fish. WARNING: It’s not the most cheap place in the world as they will want to sell to you, because for that you can go to Lo Valledor or the ferias in surrounding comunas of the city, but it is a good deal and of better quality that any random supermarket. TIP: Go there before 10 AM with friends so you can buy in bulk, you can save a looot of money. From early morning the trucks that sell stuff get there and everything is cheaper.

  1. Where to live if I’m coming as an exchange student? In Santiago we are 1 hour and a half away from the sea, and 1 hour and a half away from the snow (in winter). If you’re coming as an exchange student or for a prolonged stay, I recommend you to live in centrally located comunas (Santiago Centro, Providencia, Ñuñoa, Recoleta) that allow you to get around on a bicycle, saving time and money. It will also allow you to be near Intercity Bus Stations (Terminales de Buses), that can take you to all places throughout Chile. Where can you find listings? The best places to find listings besides the Internet are supermarkets (such as Unimarc and Santa Isabel on Portugal (Metro Universidad Católica), Santa Isabel (Barrio Yungay, Metro Cumming), “El Apu” (Merced with Lastarria, Metro Universidad Católica, Bellas Artes). If you still can’t find something, message me, I always have friends looking to rent a spare room.
  1. What is essential to have at home. (“Lo que nunca está demás en el hogar”). With this phrase start many pitches from street vendors on the buses of Santiago. Something that’s also essential to know if you come to Santiago is where are the neighborhoods in which you can find different stuff:

Cheap clothes: Patronato, Estación Central

Sewing gear: Rosas

Bicycle equipment: San Diego

Books: San Diego

Nightlife: Barrio Bellavista, Barrio Brasil, Orrego Luco

Fairs (Flea+Farmer’s Market, only on Sundays): 10 de Julio, Barrio Yungay/Esperanza, La Florida-La Pintana-La Granja (comunas).

(Free) restrooms: Because you never know when you’ll need it (even more so when traveling), you can find them on a collaborative map here.

  1. Places where you can learn to dance. If you are a foreigner, you’re probably interested in learning how to dance something from Latin America. I recommend you that if you want to learn how to dance cueca, the best thing you can do is to go to Plaza Yungay on a Tuesday (Metro Cumming/Quinta Normal) from 18:30 (or possibly closer to 20:00) where you can find canto a la rueda (improvised cueca singing and dancing), particularly cueca chora, a type of our national dance. And how we say here in Chile “En la cancha se ven los gallos” (“In the playing field the really skilled rise”), in my opinion the best way to learn to dance, and specially cueca, is to just watch and dance.

If you want to learn how to dance salsa, my recommendation number one is that you go to Maestra Vida lessons, and to find out the dates on their Facebook page, because they have several throughout the week. The price of the lesson includes the ticket to stay after the lesson is over at the salsoteca, including the opportunity to enjoy the live music shows on Tuesdays, Wednesdays and Thursdays.

foto 3

One of the best pictures of the life in the worldly world at Maestra Vida. Birthday 2012 with the deeply cared for Clau Cantillana and Cristóbal Montes.

If you want to learn afro-american dance: The best course of action is to message Carola Reyes, dancer, choreographer, and teacher of these type of dance at her school, CasaKalle. For other types of dance like these there’s also the Danza Ébano school.

  1. And how do I call over the phone? If you’re going to be here for a limited time, the way to call is what you’ll see below. If you’re going to be here for a prolonged stay, I recommend you to buy a cell phone (Movistar and Entel are the most common telecom companies, and the ones with “better” coverage) and to write down the most important numbers. You can buy cell phones on retail stores from 10.000 pesos. You can also find some better models in streets such as Santo Domingo, San Antonio, the Bio Bio, but be careful to have everything according to the law to avoid scams and thefts.

From land line to land line in Santiago: 2-xxxxxxx (It will always carry a 2 first because it was added to all numbers a little time ago. If the numbers don’t fit or the number given to you doesn’t start with 2 then you need to add it).

From cell phone to land lines in Santiago: 02-2-xxxxxxx (02+2+7 digits)

From cell phone to cell phone: xxxxxxxx ( 8 digits that can start with 9, 8, 7, 6 or 5)

From land line to cell phone: 9-xxxxxxxx (9+8 digits )******

To add a Chilean number to Whatsapp: +56-9-xxxxxxxx (56+9+8 digits)

******There was a modification recently. Before, to call from a land line to a cell phone you had to add a 0, even though when calling from abroad there’s no modification, only within the country. You can confirm this here.

  1. Hotel/Hostal. I worked at an Hostal for a while, that’s very well located, called Plaza de Armas, because it’s precisely around that area. In my opinion, it’s a very good place if you’re coming to visit, because you can easily access Santiago’s downtown, Bellavista, Bellas Artes and the historical center from a really comfortable location to go everywhere walking, even including a wonderful view. And cheap.
foto 4
A view from the Hostal of Santiago’s Plaza de Armas. In the picture, my friend Débora, that I met there ;).
  1. And which other places to visit near Santiago? Nearby Santiago there’s plenty of places to visit. If your plan is to do it very cheaply and meeting the not-so-typical stuff, these are the places you cannot miss if you’re around:

El Cajón del Maipo: It’s an area that’s naturally beautiful, full of flora and green areas, under threat because of industrial expansion (what a surprise), from where you can meet the Maipo river, that covers all of Santiago. You can practice several sports, among them my favorite from this place: Rafting. You can go there from Plaza de Puente Alto. You must get there first by Metro, and then look for micros or alternative transportation that can go to some of the places. TIP: The Official Chilean Rafting Team, performs once a month a much cheaper Rafting practice in an area called Cascada de las Ánimas, with all the due safety measures, with the best naked torsos I’ve seen in my life and with those sessions you can help them to fund their trips. Besides, they’re very friendly and they’re always running marches and meetings against Alto Maipo, the industrial project that seeks to destroy the area. Look for them on social networks as “Equipo Cascada”.

foto 5
Here we are with some lady friends, doing rafting on the Maipo river.

Pomaire: Small town that develops the craftsmanship of clay, with works spanning from crockery to a varied range of crafts. It’s a perfect day trip, to have lunch there and bring gifts for your family. TIP: Be aware of taking the last bus departing from there at 18:00, otherwise, you’ll have to go to Melipilla first and then Santiago.

Valparaíso: YOU MUST GO. No one that comes to Chile can miss going to Valpo (like we call it here), and to stay there at least a couple of days, so you can see those hills on a night full of lights, visit Cinzano, enjoy sea food, visit the harbor, take a trip on a boat, visit one of the houses of Pablo Neruda, or just hang around the bars. It’s cheap, you can even go there on the evening and come back on the next day. TIP: If you purchase the bus tickets on the internet in advance, it’s cheaper.

Mendoza (Argentina): If you’re already here for 2 months and 29 days, and you need to renew your entry, you want to meet another country on a very low budget, if you want to buy leather gear or to have some meat, this is the best choice. 8 hours away from Santiago (even less, it all depends on the customs pass) and for around 30.000 pesos, you can travel there by night and arrive in the morning to this wonderful city. It’s worth it to do it at least once. It’s cheap (even cheaper than traveling around Chile), it’s close and you can do it in a very short time (a weekend leaving on a Friday evening and coming back a Monday morning to Santiago). TIP: If you want to know more from there, check out this post with some tips from Mendoza (in Spanish).

foto 6
I was in Mendoza once and this little piece of paper appeared on my table. It was the waiter hitting on me.
foto 7
By far, one of the bests post cards is to see the snowy mountain range

Bonus Track: “Lucas” is not a very common name neither a mythological character. It’s the way we name money in multiples of thousands. If someone says, for example, “cuatro lucas”, that person is not talking about “four people named Lucas”, but about “4000 pesos”.

Cosas que debes saber antes de ir a

Lo que debes saber antes de ir a Ciudad de México

Ciudad de México es una ciudad caótica y hermosa, con 22 millones de habitantes, especial si te gusta la actividad, los museos, el movimiento extremo e incluso el caos o quieres tener una idea general de lo que está ocurriendo en distintas industrias a nivel latinoamericano con proyecciones a Estados Unidos o Europa.

mexico 2
Pedaleando por Coyoacán

Viví casi 5 meses en Ciudad de México y creo que en otra oportunidad me gustaría volver ahí. Al igual que varios, ando viajando lento.  Trabajar por internet me permite hacerlo desde cualquier lugar que tenga conexión  y escribir lo que voy viviendo por mientras. Los días ahí transcurrieron como si fuera una eterna telenovela, de la cual, pasaron cosas (muy)buenas y (muy) malas todo el tiempo.

Ciudad de México es muchas más cosas que las que podría hablar en un post, pero acá te puedo dar la idea de algunos costes básicos para que saques tus cuentas si quieres irte  a vivir ahí. Es una ciudad barata, sobre todo para los que venimos de países como Chile, donde el transporte es 4 veces más caro y la comida al menos el doble o triple. Osea, que fuera del pasaje, otra vez reafirmo que me sale más barato vivir/viajar que estar en Santiago de Chile

mexico 1
Plantación de Nopales en Milpa Alta

Ciudad del Caos

mexico 3
Madero, principal paseo peatonal de la ciudad

Si te gusta la calma y la tranquilidad, te podría recomendar otras ciudades latinoamericanas pero definitivamente Ciudad de México, NO. A mí me encantó porque me gusta un poco ese caos orquestado,ese desorden, pero me costó entenderla y apreciarla hasta el último día. Siendo una de las 10 megalópolis más importantes del mundo y la primera en América Latina, sentí  la pulsión de quedarme a conocerla más tiempo que venir de visita por una semana.

 Una de las cosas buenas, es que te dan de visa 180 días al ingresar, osea 6 meses. Eso permite que puedas conocer no sólo esa ciudad si no otras, pero ojo: en mi caso venía a un encuentro determinado y no me pidieron nada para justificarlo. Sin embargo a amigas de otros países les hicieron un largo interrogatorio de por qué venían, a donde, dirección de llegada, que si venía invitada que demostrara mediante correos electrónicos tal invitación. Recomendación 1: Lleva anotado el nombre, dirección, teléfono de donde te quedarás. Si es un hostal, el nombre y dirección del mismo.

Algo importante es entender que todo podría ser posible en la medida que te lo propongas. Las reglas nunca son totalmente estrictas, nada es absoluto. En mi cabeza de chilena me costó mucho entender el nivel de flexibilidad tanto desde el tránsito, hasta la documentación, hasta los horarios. Todo es más o menos así, pero nunca tanto. Si eres alguien estructurado (Yo con todo mi jipismo en algunas cosas como horarios, soy muy cuadrada), ojito, puedes pasarlo medio mal si no lo comprendes y fluyes.

Distancias

Llegué en avión de Avianca, lo que me permitió algo bastante especial: traer mi bicicleta sin costo adicional. Ojo: En la mayoría de las líneas aéreas te cobran adicionalmente, cumpla el peso o no, tanto en instrumentos, bicicletas, otros implementos considerados deportivos. El ticket Santiago-Ciudad de México me costó 537 dólares, a través de las búsquedas de Expedia, pago con tarjeta de crédito (Yo no tengo, así que me tocó conseguir).

En realidad el tema de las distancias es bastante importante y para tener en cuenta en todo momento: es una ciudad GRANDE con mayúsculas, donde el tema del transporte es demasiado central en la vida de los mexicanos y de cualquiera que caiga ahí. A diferencia de Chile, algunos lugares como la playa, quedan a al menos 5 horas de distancia y transportarse dentro de la ciudad puede incluso significar más de 3 horas por tramo. Osea TEMAZO.

Para ir a cualquier lugar de la ciudad toma en consideración no sólo la distancia y el tiempo que te demorarías en un aso ideal, sino lo que debes caminar, combinar y las horas picos donde es difícil moverse, además de la lluvia ( en verano, puede ser que todos los días alrededor de las 18:00 hrs)donde todo se enlentece. Sin embargo a mi juicio y según lo que escribiré más tarde, el sistema pese a todo es bastante eficiente, respecto a que tienes la seguridad de llegar a gran parte de la ciudad en tiempos más o menos determinados. Gran distancia, gran tiempo, pero llegas.

mexico 6
Lluvia de verano. Acá junto a Arge, gran amiga :*

¿Dónde vivir?

Arrendé una habitación incluyendo todos los servicios, en el Barrio Roma Norte por  3700 pesos mexicanos, equivalente a 208.28 dólares, lo que es un precio medio. El Barrio Roma (Norte y sur), similar a Lastarria en Santiago ( Sólo que más grande) es bastante central y práctico si trabajas on line, pues cuenta con bastantes cafés con internet, está cercano al centro en bicicleta, además de ser un barrio con todos los servicios y distracciones, cercano a la Condesa, a Doctores y al propio centro de la ciudad.

Para encontrar una habitación, me metí a varios grupos donde buscar compañeros de piso y los precios fluctúan entre los 1500 y los 10.000 mexicanos ( osea entre los 84 y 562 dólares) por una habitación dependiendo de la zona, siendo los más baratos en la periferia o por Copilco ( zona cercana a la Unam) y los más caros por zonas acomodadas como Condesa o Polanco.

Transporte

Para transportarse existen varios sistemas, siendo el más importante dentro de la ciudad, el metro que te llevará a gran parte de ella. Tiene un costo de 5 pesos ( 0.28 dólares) . Aunque es bastante eficiente respecto a la gran masa de personas que lo utiliza, se nota su desgaste. Recomiendo evitar las horas pico, donde puedes pasar mucho tiempo atrapado en poder abordar un tren.

Un tema bastante inquietante es el acoso femenino. Aunque no lo viví tan fuerte en primera persona, sí algo me llamó mucho la atención: además de trenes y buses exclusivamente para mujeres, en general no llevan vestidos, escotes o ropa demasiado ceñida. Eso te puede dar una idea general del acoso vivido en el transporte público.

 También existe el metrobus, que son buses que transitan por vías exclusivas (Algo así como el Transmilenio en Bogotá o el Transantiago en Chile), con paradas definidas. También tienen un costo de 5 pesos y permiten evadir el metro en horas punta. También hay peceros, que son una suerte de buses muy pequeños ( mis amigos más alto o se sentaban o iban doblados todo el camino) . También existen taxis, uber y otras aplicaciones. Recomiendo en caso de ser posible ocuparlas, pues, los taxis suelen cobrarte más, más aún si te sienten un acento extranjero. Aún así los taxis son muy baratos, tanto que un camino de 45 minutos, te puede salir unos 200 pesos mexicanos, equivalentes a 11.26 dólares.

mexico 4

Sin embargo la reina universal de mis viajes, es la bicicleta, por lo que fue y siento que es la mejor manera de conocer Ciudad de México. Aunque es caótica y hay mucho tráfico, suele ocurrir que a diferencia de otros lugares como Santiago de Chile o Medellín Colombia, la gente suele respetar el paso de los ciclstas o de otro transporte, insisto, en este caos orquestado. Como lo puedo explicar mejor: en 4 meses y medio, jamás alguien me puteó o estuvo a punto de chocarme tocando la bocina y bajándose del auto culpándome y retándome por ello, como sí podría ser común en las ciudades antes mencionadas. Hay como un acuerdo tácito que el que pasa primero y con más convicción pasa.

 En México la gente en general, no respeta mucho semáforos, ni hablar de señalizar al doblar o hacerlo por la pista más cercana a doblar si lo puedes hacer por la tercera o cuarta vía . Puedes ver sin problema alguien retrocediendo 3 cuadras como si nada, pero en general, para bien o para mal la gente no alega y prefiere darte el paso si vas de manera a la defensiva o pasar primero sin ninguna señalización, pero sin mayor reclamo. También otro tema para tener en cuenta si eres extranjero: a veces, durante las noches, los semáforos dejan de funcionar de manera normal y empiezan a quedar sólo en rojo intermitente. Eso quiere decir que las personas pueden pasar, usando el tino para pasar (Sí, también me parece una locura, sobre todo en ese lugar).

Alimentación

Creo que uno de los ítems más importantes y maravillosos de la ciudad es la comida. No sólo porque México tiene una variedad gastronómica tan grande que suele estar entre las mejores comidas del mundo, sino porque además es barata, se puede encontrar en cada esquina y es alta en tradiciones ancestrales.

Algo aún más genial, es que son muy importantes los tiangus ( ferias) y mercados, por lo que los verás en una proporción mayor a los grandes supermercados. Encontrar fruta y verdura es fácil, barato y fresco. Recuerda sí lavarlos muy bien, ya que la hepatitis y el cólera no están totalmente erradicados y el uso de agua potable, es solamente embotellada y comprada.

Para darte algunos precios de referencia, puedes encontrar una comida corrida ( osea almuerzo, que incluye entrada, 2 tiempo ( normalmente arroz o fídeos) y plato principal más jugo/ agua de frutas) y a veces postre, además de tortillas y salsas, por 55 pesos, equivalente a 3.10 dólares.

Mi recomendación es que prueben las garnachas típicas como sopes, gorditas, tlacoyos por algo así como 10 pesos (0.56 dólares) y que por supuesto y sin lugar a dudas prueben los tacos al pastor, los tacos árabes y las quesadillas con huitlacoche ( No olvidar pedir que les echen queso, porque aún que parece obvio que na quesadilla lleve queso , porque en Ciudad de México, no es obvio). Uno de mis lugares favoritos para comer es como todas las esquinas, pero mis favoritos:
Tlaquepalque en el centro, hamburguesas al carbón del Parque Pushkin.

mexico 12
Huitlacoche, tan feo y tan rico ❤

Lugares imperdibles

Aunque mi fin no es ir de vacaciones, el primer mes me di el permiso de ir a todos los lugares típicos: Zócalo, Bellas Artes, Museo de Frida Khalo en Coyoacán , las pirámides de Tehotihuacán, Xochimilco.

Zócalo: es una de las plazas más grandes del mundo y tiene dentro de sí la catedral, el palacio de gobierno y otras tantas oficinas y cercano a varios museos. Es una explanada donde hay muchísimos eventos masivos, a donde parten o terminan las marchas y un espectáculo de noche por las luces que ambientan el lugar. En este momento está en remodelación, durante el día se pueden ver vendedores ambulantes, vendedores de tours y algunos rituales mayas, los que incluyen una limpia por 20 pesos (Obvio que me hice como 3). También es muy importante mencionar que a un costado de la catedral, están las ruinas de lo que habría sido un templo indígena, sobre el cual se habría construido la Catedral ( como en la mayoría de los centros religiosos en Latinoamérica y en el mundo, por lo demás)

mexico 20
Arriba Zócalo, abajo de fondo la Biblioteca de Unam

Bellas Artes: El palacio de Bellas Artes en plena avenida Juárez y a pasos de la Torre Latinoamericana (en su momento una de las más altas de Latinoamérica), una de las postales más hermosas en el paseo por Ciudad de México. Alberga varias colecciones permanentes, entre las que destacan obras tanto de Diego Rivera como de Orozco. El día domingo es gratis.

Museo de Frida Khalo: La famosa pintora, que vivió su vida entre los sufrimientos que le causaba su cuerpo y su amor por Diego Ribera, tuvo una casa en Coyoacán que también fue su taller y lugar donde coleccionaba distintos arminículos. Un imperdible para sus fanáticos, es importante tener en cuenta sacar el ticket por internet, pues si no te puedes exponer a una fila hasta de 4 horas. El valor es de 40 pesos (2.25 dólares)

Teotihuacán: México era efectivamente una laguna como dice la canción, donde entre muchos pueblos, también llegaron los aztecas. Ellos ( o sus esclavos) habrían construido unas pirámides impresionantes e impactantes, ubicadas en las afueras de la ciudad. Si te quieres conectar con la historia azteca y con sus construcciones, es un imperdible. Ojo: Aunque no te gusten los sombreros o los bloqueadores solares, es un indispensable, porque es tanto pero tanto el sol que te puedes hacer daño si no.

mexico 5
Teotihuacán

Xochimilco: ¿Ya dije que México era una laguna? Bueno, por esta misma razón que siempre hace pensar en un acabo de mundo el día que un gran socavón se coma a Tenochtitlán, es que aún se pueden ver en Xochimilco, canales por los cuales andan barquitos llamados trajineras, utilizando tal vez la manera más tradicional en que se movían los antiguos habitantes de la ciudad. Hoy las trajineras son además un atractivo turísticos por sus colores, pero sobre todo porque arriba de ellas, la gente puede ir de fiesta mientras hacen el recorrido. Hay un valor oficial por hora  por trajinera y no por persona, así que ojo ahí. Muy importante es reconocer este lugar no sólo como trajineras: recomiendo conocer la plaza de Xochi, donde se pueden encontrar nieves o helados, hechos totalmente de manera artesanal , a mi juicio los mejores que he comido en 32 años de vida.

México es fascinante y un imperdible si quieres conocer de la historia latinoamericana en general, una teleserie que hay que ver.

mexico 18
Baile intenso en las noches de DF
mexico 25
Cuando fuimos a la Lucha Libre en el Arena México y la vida parecía ser feliz

PD: Y me es indispensable separar México de un playlist básico, que incluye además de los clásicos mexicanos como Luis Miguel, Juan Gabriel o Lucerito, temas tradicionales de la Banda Huentli, músicos que fueron muy importantes para conocer un poquito sobre el mundo náhuatl y cómo era Ciudad de México hace siglos atrás y como muchas de esas costumbres siguen hasta hoy, de la mano tanto de ellos como de las organizaciones sociales a las que se vinculan.

mexico 7
La Banda Huentli en una actividad súper hermosa ❤
General

Ser mujer y viajar sola

Con Caio, un amigo cicloviajero, tenemos un trato: nos juntaremos al menos una vez al año, en algún lugar del mundo, para vernos y aprovechar de carretear juntos.

Eso, podría parecer una frase exitista, burguesa  de la posibilidad de acceder a viajar o como lo siento en mi caso, un acto desesperado de al menos en un momento durante el año, poder carretear absolutamente tranquila. Si me curo, si me vuelo como zanja, si doy jugo, va a haber alguien que no soy yo, controlando la situación.

Hace 10 años que trabajo en temas ligados a la cultura, espectáculos y diversión, lo que incluye muchas noches. Como cualquier persona, debo preocuparme que no me vayan a robar, que no me vayan a atropellar, no tener un mal rato con algún borracho ¿Pero qué pasa cuando eres mujer? Simplemente esto se magnifica por 100: además tengo que preocuparme de ir con la ropa adecuada para no ser acosada ( como si hubiese una) . Debo maquillarme/depilarme/arreglarme para que no piensen que no lo hago. Debo preocuparme de no emborracharme/drogarme o simplemente despreocuparme, porque simplemente lo voy a pasar mal.

Antes que levanten sus fusiles, no pienso esto. Lo que pienso es que nos convencen de todo esto, pues entre otras cosas, es útil al mercado que seamos miedosas. Porque el machismo está tan metido en las mentes de la gente, que no importa realmente eso que “los hombres no deberían violarnos o matarnos” sino más bien que nosotras nos tenmos que cuidar, siempre, todo el tiempo, en todo momento.

No soy una persona que ande con miedo. O mejor dicho sí, siempre tengo miedo, pero vivo en un juego que quiero no tenerlo. Me atrevo a hacer cosas cagada de miedo, pero siento que es imperativo hacerlo, como viajar o pedalear.

Es por eso –además del cariño que le tengo-que prometemos vernos alguna vez durante el año, porque confío en ese hombre, que no me va a violar/ matar/secuestrar .

Para viajar sola siento que no es necesario andar con un cuchillo y un gas pimienta, que por lo demás no sabría ocupar. Para viajar sola siento se necesita:

  1. Saber (y sobre todo sentir) que está bien hacerlo: Viajar sola no tiene por qué ser porque quedaste sola, porque tus amigos se fueron y quedaste botada, ni porque necesariamente terminaste con tu novio ni menos aún eres pobrecita tan solita (frase que aborrezco por lo demás): eres una mujer adulta que puedes hacerlo porque eres tan capaz como un hombre de hacerlo. No está mal, no es un error.
  2. Viajar sola te permite interactuar: viajar en grupo muchas veces impide estar con otras personas nuevas, la atención está destinada a esa gente que ya conoces. Viajando sola se abre un mundo de opciones donde conocer gente será uno de los centros, pero lo más importante: te vas a conocer tú misma en otros contextos.
  3. Viajar sola te permite ir a tus ritmos: cuántas veces terminaste haciendo algo que no querías por agradar o perdiste mucho tiempo en tomar las propuestas de los otros? Cuántas veces simplemente querías quedarte durmiendo o ir a otro lugar y te quedaste porque ibas con otras personas? La libertad de viajar sola te permite ampliar ese radio de acción.

    Te invito a que si tienes comentarios, aprehensiones, me comentes acá abajo ¡A ver en qué te podemos ayudar a empoderarte!