Portugues, Sobre Viajar Sola

Viajar Sozinha

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O ano de 2019 propus viajar de bicicleta. O plano é ir e encontrar a minha bicicleta que deixei no ano passado em Cancún, atravessar um avião com ela para Cuba e atravessar a ilha por pelo menos 3 meses. Uma bela ideia, tão instagrameable que já posso ver as fotos dos ombros com bronzeado fascinante, os locais, as pessoas que eu vou conhecer e até mesmo a música que eu vou ouvir.

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Eu tenho feito algo como 10 anos, não apenas andando de bicicleta, mais também participando de diferentes organizações, como Bicipaseos Patrimoniales, Pedalea por la calle e hoje Comunidade Viajar sola y Ciclistas Sueltas.

Além disso, é importante participar dos últimos 4 fóruns mundiais de bicicletas nascidas no Brasil, em suas versões em Medellín, Cidade do México, Lima e também na organização do Chile. Também na minha participação com artigos e colunas sobre o uso da bicicleta ou como pedalar em diferentes cidades da América Latina.

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Mas talvez uma das coisas que mais me ajudou a tomar a decisão de viajar dessa maneira seja o meu treinamento inconsciente, trabalhando no comércio de bikemessenger. Porque não há nenhuma conversa, oficina, fotografia ou coluna na revista percebe mais claramente o que pode chegar hacer bicicleta economicamente, como a criação de empregos que pagam contas, que dão para comer apenas em nome da sua pedalada capacidade. Passei 10 anos e 11 estações, vendendo humitas (comida tradicional chilena, feitos a partir do milho, similar nos tamales) e outros como esses mesmos anos, fazendo de emergência de produção onde eu resolver problemas familiares, passos muito importantes e até mesmo pessoas que não estão na país

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Há também outro ponto importante: fiquei com viajantes em diferentes circunstâncias, mas talvez minha melhor experiência tenha sido acomodar viajantes em bicicletas a través do Warmshowers. É assim que loquísima pessoas vieram para minha casa, que tinham tomado essa decisão e tinha América do Sul como Caio tour Latintin América Portoalegre, ou Robert, que viajou da Inglaterra para o Alasca, para quebrar sua viagem para Ushuaia.

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Portanto, minha decisão de viajar de bicicleta não é tão louca ou tão aleatória e a própria ideia de pensar nisso me dá uma enorme felicidade, assim como quando ando de bicicleta, assim como quando conheço uma nova cidade de bicicleta. Mas surge outro questionamento, que por mais manifestações no mundo, apesar de me considerar fortemente feminista e até de dar palestras aos disparos: devo supor que toda vez que viajo, gostaria de ser homem.

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Um homem grande, forte, com braços grandes. Eu gostaria que ninguém pensasse em me levar para ir, me bater, me tratar mal. Que ninguém questionou minha maneira de se vestir, para onde eu vou, a que horas, até mesmo, que eu não questionaria minha vida sexual ou emocional quando viajasse sozinha. Mas não é assim. E embora,  eu seja uma daquelas pessoas que se importam muito pouco com o que as pessoas pensam do que fazem ou do que não fazem, porém isso acontece. Todo o tempo.

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Eu também gostaria de poder andar na hora que quiser, onde quiser, com quem eu quiser. Mas não importa o quanto eu tente, não importa o quanto eu esteja empoderada, embora eu já tenha viajado por 7 países e contado, isso não acaba. Mesmo que eu ande de bicicleta, onde quer que eu esteja, sempre há um duplo medo ¿Eu voltarei para casa desta vez?

O ano de 2015, eu cheguei num domingo, da casa da minha mãe, na verdade o dia da mãe de bicicleta, quando eles me atacaram. Tudo é muito confuso e até hoje não sei exatamente o que aconteceu naquela época em que perdi a consciência e perdi o movimento de minhas pernas.

Antes de saber que dados, havia muitas pessoas que perguntaram que horas eram isso? Ela estava sozinha? Provavelmente muitos disseram isso porque eu costumo andar de bicicleta sozinho e à noite. Porque eu trabalhei nos últimos 10 anos em shows e a maneira mais confortável e segura tem sido andar de bicicleta. E sabemos que ser mulher “não deveria ser”.

 

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Vivemos em um mundo que, para muitas ondas feministas e manifestações como #niunamenos na Argentina ou no Chile, contra a violência de gênero no Peru, mesmo as mulheres não têm acesso total às cidades. Eu tenho olhado em espaços públicos, os botecos no canto e sempre há homens, onde estão as mulheres? Onde as mulheres deveriam estar? Sempre cuidando dos outros ou cuidando dos outros para fazer algo para eles, em vez de aproveitar suas vidas? Se ainda é o conceito em pessoas que as mulheres não devem ir em um determinado momento, eles não devem andar em determinados lugares, não deve viajar sozinho e ainda nem sequer precisa saber certas coisas, como a mecânica de seu carro, imaginar o que mais nós não devemos fazerNós temos o toque de recolher como acontece nas ditaduras.

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Hoje, as mulheres no Chile estão exigindo que as universidades e faculdades tenham protocolos para denunciar assédio ou abuso sexual e que a educação não seja sexista. Não deveria ser o básico? No entanto, para muitos, esta luta é básica, sem importância “eles estão exagerando”. E estamos pedindo mais ou menos do que os homens. Mais de uma vez conversei com viajantes, que homens viajantes são questionados sobre suas aventuras, os lugares que visitaram. Para as mulheres, por quanto medo elas tinham, que se não tivessem medo de andar sozinhas, que se ninguém se opusesse a tal companhia.

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O ciclismo sempre esteve ligado a causas feministas, porque significava lutar pelos direitos humanos básicos, uma autonomia que é super difícil de entender se você nunca esteve no lugar de uma mulher. Viajar a qualquer momento e em qualquer lugar, sem o terror de ser alcançado. Não precisa de um acompanhante / cuidador / protetor. Lute pelos direitos básicos de qualquer ser humano, como o trânsito livre.

As mulheres parecem ter direitos humanos diferentes, só porque têm uma vagina.

Viajando sozinha, nasceu de querer fazer um blog de viagens primeiro. Mas percebi que a visão e as necessidades de uma mulher que viajam às vezes tem a ver com muitos problemas específicos. Uma mulher em trânsito enfrenta não apenas os perigos particulares e óbvios, mas a primeira pessoa com quem ela tem que enfrentar o medo é consigo mesma, com seus vizinhos, com o resto.

Comunidade Viajar Sola tem como objetivo ser uma comunidade de mulheres que viajam pelo mundo. Mas por que criar uma comunidade de mulheres que só viajam sozinhas? Porque as mulheres sempre procuraram outras mulheres para se acompanharem, quererem se conter, apesar do fato de que a sociedade quer mostrar algo diferente: competição, deslealdade, etc.

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Buscamos que a comunidade seja um espaço para compartilhar experiências de viagem e colaborar com outros viajantes para tornar sua experiência mais leve, em um espaço sororo e feminismo, onde estamos todos aprendendo a se livrar do machismo. Estamos fazendo diferentes atividades: Conversas, palestras, workshops sobre mecânica básica para mulheres, ciclismo, compartilhamento de dicas, artigos e recomendações nas redes sociais como um grupo privado de fb e instagram, assim como começar a construir um website.

Queremos conetar com as mulheres de todo o mundo, por isso, convidamos as meninas que estão lendo a seguir o  grupo fechado “Comunidad Viajar Sola” en  FB, Viajar_sola en Instagram eo site “viajarsola.cl” resto Y ajudar-nos a este resultado. Um mundo que tem mulheres tomando decisões, sendo uma parte ativa, é um mundo melhor.

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***Presentación preparada para ser expuesta en Brasil, junio del 2018.

 

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No todo es tan fácil

10 ejercicios para enfrentar el viaje y la soledad

Irse a la conchesumadre, implica además de fotos lindas en Instagram y en las portadas de Facebook,  solucionar problemas técnicos menos que básicos (Como ¿Tengo tenedor? ¿Tengo cama?), enfrentarse a culturas distintas (Que no comen pan sino tortillas y donde es preferible darte una mala indicación a parecer descortés), ecosistemas que funcionan muy distintos a los que acostumbras (Juntémonos a las 16:00 en tal lugar y no “alguna vez”), derribar mitos entre un país y otro, terminar largas relaciones de amistad/pareja/familiares/ violentas o desgastantes o afianzar otras que te parecen importantes o interesantes  y bajar de la nube y caer en la realidad de hocico bruces junto con todas las publicaciones que me encanta este país.

Es distinto viajar 2 semanas donde todo pasa rápido o cuando estás en un hostal donde todos están un poco en la onda de querer conocerte y abiertos a que los conozcan o estar en un encuentro de gente que hablan de lo mismo que te mueve a ti, pero…¿Cuándo ya pasa ese tiempo? ¿Cuando ya te viste una o dos veces con la gente que podías conocer o recomendada de amigos de amigos y como que no hay más excusas? ¿Qué hay después?

Estar en otro país

Hay cosas muy absurdas que te recuerdan que no estás en tu país y a veces es bacán, pero a veces no. La comida es un ejemplo súper concreto. Y no es sólo la comida en sí, uno lo puede tomar a la ligera, si la comida es muy rica: si quiero cocinar, no hay de lo que me parece obvio que hay en todos lados. Hay otras cosas que no sé como se preparan, menos como se llaman para buscarlo por internet. Desde manjar, pasando por aliños o verduras. TODO.

O salir a la calle y no encontrarse a nadie, y peor aún: no conversar con nadie en días. O no saber qué actividades hay, porque en verdad hay millones , pero y obvio, no ir porque  o no tienes idea (porque no sabes tan bien como y dónde buscar) o las distancias agiladas que habría que recorrer para ir son larguísimas o simplemente no tienes la plata para esas porque tienes que empezar a comprar cosas tan absurdas como todo o ya te pasaste en la hora tratando de buscar o tenías que llamar por teléfono y todavía no puedes hacer funcionar el teléfono de acá.

Desde muy chica soy muy sociable, por lo que esta sensación de no saludar , no encontrarme por días con nadie,no conversar, me resulta súper frustrante. Esta ciudad es  grande y también no se me ha hecho tan fácil quedar después de una segunda vez con ningún mexican@, a diferencia de con chilenos que viven/están por acá o de otras nacionalidades. ¿Tanto les cuesta juntarse o no quieren y por qué? ¿Es tan pero tan falso el “Cuando vayas a mi país, te voy a mostrar mis lugares favoritos”o es un tema cultural más exacerbado que en Chile de una eterna promesa de “en la semana” que nunca es totalmente real? ¿Es lo mismo que me pasaría en cualquier país o tiene que ver con que es distinto viajar un par de semanas estando en un hostal que viviendo en un lugar que no es tu país, ni tus costumbres, ni tus amigos?

Me viene una autorabia no conmigo sino con lo que haría y he hecho ¿Qué haría yo si me conociera? ¿Me trataría igual? ¿Me caería mal? ¿Mi afán de las invitaciones se vió superado y ya no lo volveré a vivir (invitar y ser invitada)? Es que a veces me entra la rabia y no lo puedo creer ¿En serio a nadie le tinca salir a mostrar la ciudad como lo he hecho millones de veces con personas que ni conozco por el puro gusto de hacerlo y de hacerlos sentir bienvenid@s? ¿Nadie invita a cosas a gente que sabes que está aquí?

Hay otras cosas más absurdamente emotivas que echo de menos: abrazar a mis amig@s con una melosidad digna de final de película, ir a bailar (a mi lugar favorito básicamente, con sus resguardos, demonios y marcas de pisco), ir a tomar mi café favorito  en una conversación sin tiempo, conversar de otras cosas que no sea por pega o casi. Echo de menos incluso las cosas/personas/situaciones que ya no quiero en mi vida y eso sí que es triste. Es como que una mala droga esté ahí al alcane de tu mano y estar batallando por no recaer.

Además trabajar por internet para Chile no ayuda en esto ( sí en otras cosas como el mantenerme, obvio) 😛 . Puedo quedarme todo el día encerrada, sin que me relacione con ningún humano.

Kit de supervivencia sicológica básica

Para no sucumbir ante la soledad y sus locuras (ya me he visto en esa) y volverme deprimida y terminar en el aeropuerto llorando al teléfono con sólo ganas de irme de vuelta YA, he desarrollado un plan de 10 ejercicios que me permitan mantener la cabeza en orden o como llamó un amigo Seba, también viajero , para la supervivencia sicológica “Me voy a la CTM Starter Kit”

1. Comer de manera equilibrada. Parece obvio, pero esta hueá me cuesta muchísimo, porque estaba comiendo en horarios pésimos, no cocinándome, además ODIO (ODIABA?) cocinarme sólo para mí. Cocinarme a diario, no saltarme comidas, disfrutar de ello. Proveer de agua (aquí el agua no es potable) y beberla a diario como una obligación. Preparar verduras, guardar lo justo. Recordar que estoy pobre y no puedo gastar demás.

2. Restringir casi al 100% pelotudeces que no necesito. Tengo un vestido, 2 faldas, un short y así muy pocas cosas. Aún así, todavía tengo desordenado, estoy trabajando en ello. El vino chileno Carmenere está considerado en “necesario”, así que de eso tengo al ladito del mezcal.

3. Juntarme a conversar al menos una vez a la semana con gente real, que pueda ver sus facciones de frente. Me frustra mucho ver a la gente sólo una o dos veces, pero bueno, no sé ya como funciona la gente acá. No incluídos los segundos de espera entre que conversan conmigo y están muy ocupados contestando un mensaje de fb (que por lo demás, cada vez me apesta más esa situación).

4. Ir al menos a un evento semanal, que me permita conocer a otras personas y tener conversaciones para la vida. Así poco a poco he ido contactándome con gente interesante que no habría conocido de otra manera. Así que sigo atentamente eventos en FB de mis conocidos o a través de plataformas como Eventbrite o Meetup , que permiten encontrar eventos por intereses particulares, sin olvidar los encuentros de gente por Couchsurfing u otras páginas de viajeros.

5. Llamar, mensajear, mandar y recibir audios: He sido en general poco dada a las llamadas por teléfono en la vida ( De hecho, por lo general son de auxilio o por pega, odiaba hablar por teléfono), pero acá me es imperativo conversar. Conversar con mis amig@s de siempre casi a diario y al menos enviar 2 mensajes semanales a gente random que me acuerdo para pelarle el cable del viaje y de una súper revelación que tuve mezclada con alguna conversa que tuvimos, con alguna música que escuchamos o un innumerable etcétera. Vayan a perdonarme ustedes.

6. Escuchar música cada día Súper obvio, pero en realidad la música siempre me saca de cualquier momento raro. Así que aunque sea envasada o arrancarme a cualquier concierto que me parezca genial y que sea gratuito o casi, siempre es un momento que agradezco demasiado. Además echo de menos que parte de mi trabajo sea ir a escuchar música.

7. Obligarme a salir al menos una vez al día Como en este momento que llevo más de 48 horas encerrada. Me acabo de poner mi único vestido y me estoy echando pa la calle a tomar aire (o lluvia, como es el caso del verano mexicano).

8. Escribir, aunque no publique Las mejores cosas según yo, son esas que no he publicado, porque justamente necesitan madurar. Pero escribir, escribir, escribir. Mucho.

9. Publicar, para ver si está llegando lo que en verdad quiero expresar Seguir escribiendo hasta la muerte y cuando tenga ideas que pueda desarrollar en la medida que la gente hace feedback, lo publico en mi fb y después lo tiro pa acá, como en el caso de este post.

10. Dibujar Mi último deporte favorito, que hace que salgan otras cosas que no salen escribiendo. Un nuevo amor en la vida, del que todavía tengo demasiada curiosidad y ganas de seguir aprendiendo.

¿A alguien se le ocurre otro ejercicio (yoga y meditar me parece grandioso, pero no me seduce) para mantener la mente tranquila cuando estás realmente sol@?

Conste: No echo de menos todo el tiempo, me encanta estar acá, pero hay días-como ayer, como anteayer, como hoy-que lo único que quiero es estar en mi “casa”, llamar a alguna amiga para decirle que voy pedaleando a su casa, a simplemente abrazarnos, conversar y quedarme dormida en el sillón (como siempre), sabiendo que una frazada me va a tapar y que nadie me va a decir nada, porque saben como soy, saben que me canso y me quedaré dormida en el momento justo que esté acomodándome ahí. O irme al café, a simplemente contar historias y fumar y tomar café y reírme hasta las carcajadas más sonoras y que se escuchen a una cuadra. O ir a bailar hasta que me den calambres, sin pensar que alguien me va a querer hacer algo malo, encontrarme con gente, tomar lo mismo de siempre, reírme de los mismos absurdos de siempre.

PD: Sí me conoce, sabe que esto puede que me dure hasta hoy, salga, me pase algo extraordinario y olvide esto. Pero así lo siento y estoy segura que a la gente que ha vivo en otros lados también les pasa ¿Verdad? #díganmequesíporfavor .  Si no me conoce, puede que encuentre exagerado, de una loca de mierda, pero no me importa. O al menos, por hoy no me importa.Chúpenla con mayo y con el viento en contra.

Cosas que debes saber antes de ir a

Lo que debes saber antes de ir a Ciudad de México

Ciudad de México es una ciudad caótica y hermosa, con 22 millones de habitantes, especial si te gusta la actividad, los museos, el movimiento extremo e incluso el caos o quieres tener una idea general de lo que está ocurriendo en distintas industrias a nivel latinoamericano con proyecciones a Estados Unidos o Europa.

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Pedaleando por Coyoacán

Viví casi 5 meses en Ciudad de México y creo que en otra oportunidad me gustaría volver ahí. Al igual que varios, ando viajando lento.  Trabajar por internet me permite hacerlo desde cualquier lugar que tenga conexión  y escribir lo que voy viviendo por mientras. Los días ahí transcurrieron como si fuera una eterna telenovela, de la cual, pasaron cosas (muy)buenas y (muy) malas todo el tiempo.

Ciudad de México es muchas más cosas que las que podría hablar en un post, pero acá te puedo dar la idea de algunos costes básicos para que saques tus cuentas si quieres irte  a vivir ahí. Es una ciudad barata, sobre todo para los que venimos de países como Chile, donde el transporte es 4 veces más caro y la comida al menos el doble o triple. Osea, que fuera del pasaje, otra vez reafirmo que me sale más barato vivir/viajar que estar en Santiago de Chile

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Plantación de Nopales en Milpa Alta

Ciudad del Caos

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Madero, principal paseo peatonal de la ciudad

Si te gusta la calma y la tranquilidad, te podría recomendar otras ciudades latinoamericanas pero definitivamente Ciudad de México, NO. A mí me encantó porque me gusta un poco ese caos orquestado,ese desorden, pero me costó entenderla y apreciarla hasta el último día. Siendo una de las 10 megalópolis más importantes del mundo y la primera en América Latina, sentí  la pulsión de quedarme a conocerla más tiempo que venir de visita por una semana.

 Una de las cosas buenas, es que te dan de visa 180 días al ingresar, osea 6 meses. Eso permite que puedas conocer no sólo esa ciudad si no otras, pero ojo: en mi caso venía a un encuentro determinado y no me pidieron nada para justificarlo. Sin embargo a amigas de otros países les hicieron un largo interrogatorio de por qué venían, a donde, dirección de llegada, que si venía invitada que demostrara mediante correos electrónicos tal invitación. Recomendación 1: Lleva anotado el nombre, dirección, teléfono de donde te quedarás. Si es un hostal, el nombre y dirección del mismo.

Algo importante es entender que todo podría ser posible en la medida que te lo propongas. Las reglas nunca son totalmente estrictas, nada es absoluto. En mi cabeza de chilena me costó mucho entender el nivel de flexibilidad tanto desde el tránsito, hasta la documentación, hasta los horarios. Todo es más o menos así, pero nunca tanto. Si eres alguien estructurado (Yo con todo mi jipismo en algunas cosas como horarios, soy muy cuadrada), ojito, puedes pasarlo medio mal si no lo comprendes y fluyes.

Distancias

Llegué en avión de Avianca, lo que me permitió algo bastante especial: traer mi bicicleta sin costo adicional. Ojo: En la mayoría de las líneas aéreas te cobran adicionalmente, cumpla el peso o no, tanto en instrumentos, bicicletas, otros implementos considerados deportivos. El ticket Santiago-Ciudad de México me costó 537 dólares, a través de las búsquedas de Expedia, pago con tarjeta de crédito (Yo no tengo, así que me tocó conseguir).

En realidad el tema de las distancias es bastante importante y para tener en cuenta en todo momento: es una ciudad GRANDE con mayúsculas, donde el tema del transporte es demasiado central en la vida de los mexicanos y de cualquiera que caiga ahí. A diferencia de Chile, algunos lugares como la playa, quedan a al menos 5 horas de distancia y transportarse dentro de la ciudad puede incluso significar más de 3 horas por tramo. Osea TEMAZO.

Para ir a cualquier lugar de la ciudad toma en consideración no sólo la distancia y el tiempo que te demorarías en un aso ideal, sino lo que debes caminar, combinar y las horas picos donde es difícil moverse, además de la lluvia ( en verano, puede ser que todos los días alrededor de las 18:00 hrs)donde todo se enlentece. Sin embargo a mi juicio y según lo que escribiré más tarde, el sistema pese a todo es bastante eficiente, respecto a que tienes la seguridad de llegar a gran parte de la ciudad en tiempos más o menos determinados. Gran distancia, gran tiempo, pero llegas.

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Lluvia de verano. Acá junto a Arge, gran amiga :*

¿Dónde vivir?

Arrendé una habitación incluyendo todos los servicios, en el Barrio Roma Norte por  3700 pesos mexicanos, equivalente a 208.28 dólares, lo que es un precio medio. El Barrio Roma (Norte y sur), similar a Lastarria en Santiago ( Sólo que más grande) es bastante central y práctico si trabajas on line, pues cuenta con bastantes cafés con internet, está cercano al centro en bicicleta, además de ser un barrio con todos los servicios y distracciones, cercano a la Condesa, a Doctores y al propio centro de la ciudad.

Para encontrar una habitación, me metí a varios grupos donde buscar compañeros de piso y los precios fluctúan entre los 1500 y los 10.000 mexicanos ( osea entre los 84 y 562 dólares) por una habitación dependiendo de la zona, siendo los más baratos en la periferia o por Copilco ( zona cercana a la Unam) y los más caros por zonas acomodadas como Condesa o Polanco.

Transporte

Para transportarse existen varios sistemas, siendo el más importante dentro de la ciudad, el metro que te llevará a gran parte de ella. Tiene un costo de 5 pesos ( 0.28 dólares) . Aunque es bastante eficiente respecto a la gran masa de personas que lo utiliza, se nota su desgaste. Recomiendo evitar las horas pico, donde puedes pasar mucho tiempo atrapado en poder abordar un tren.

Un tema bastante inquietante es el acoso femenino. Aunque no lo viví tan fuerte en primera persona, sí algo me llamó mucho la atención: además de trenes y buses exclusivamente para mujeres, en general no llevan vestidos, escotes o ropa demasiado ceñida. Eso te puede dar una idea general del acoso vivido en el transporte público.

 También existe el metrobus, que son buses que transitan por vías exclusivas (Algo así como el Transmilenio en Bogotá o el Transantiago en Chile), con paradas definidas. También tienen un costo de 5 pesos y permiten evadir el metro en horas punta. También hay peceros, que son una suerte de buses muy pequeños ( mis amigos más alto o se sentaban o iban doblados todo el camino) . También existen taxis, uber y otras aplicaciones. Recomiendo en caso de ser posible ocuparlas, pues, los taxis suelen cobrarte más, más aún si te sienten un acento extranjero. Aún así los taxis son muy baratos, tanto que un camino de 45 minutos, te puede salir unos 200 pesos mexicanos, equivalentes a 11.26 dólares.

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Sin embargo la reina universal de mis viajes, es la bicicleta, por lo que fue y siento que es la mejor manera de conocer Ciudad de México. Aunque es caótica y hay mucho tráfico, suele ocurrir que a diferencia de otros lugares como Santiago de Chile o Medellín Colombia, la gente suele respetar el paso de los ciclstas o de otro transporte, insisto, en este caos orquestado. Como lo puedo explicar mejor: en 4 meses y medio, jamás alguien me puteó o estuvo a punto de chocarme tocando la bocina y bajándose del auto culpándome y retándome por ello, como sí podría ser común en las ciudades antes mencionadas. Hay como un acuerdo tácito que el que pasa primero y con más convicción pasa.

 En México la gente en general, no respeta mucho semáforos, ni hablar de señalizar al doblar o hacerlo por la pista más cercana a doblar si lo puedes hacer por la tercera o cuarta vía . Puedes ver sin problema alguien retrocediendo 3 cuadras como si nada, pero en general, para bien o para mal la gente no alega y prefiere darte el paso si vas de manera a la defensiva o pasar primero sin ninguna señalización, pero sin mayor reclamo. También otro tema para tener en cuenta si eres extranjero: a veces, durante las noches, los semáforos dejan de funcionar de manera normal y empiezan a quedar sólo en rojo intermitente. Eso quiere decir que las personas pueden pasar, usando el tino para pasar (Sí, también me parece una locura, sobre todo en ese lugar).

Alimentación

Creo que uno de los ítems más importantes y maravillosos de la ciudad es la comida. No sólo porque México tiene una variedad gastronómica tan grande que suele estar entre las mejores comidas del mundo, sino porque además es barata, se puede encontrar en cada esquina y es alta en tradiciones ancestrales.

Algo aún más genial, es que son muy importantes los tiangus ( ferias) y mercados, por lo que los verás en una proporción mayor a los grandes supermercados. Encontrar fruta y verdura es fácil, barato y fresco. Recuerda sí lavarlos muy bien, ya que la hepatitis y el cólera no están totalmente erradicados y el uso de agua potable, es solamente embotellada y comprada.

Para darte algunos precios de referencia, puedes encontrar una comida corrida ( osea almuerzo, que incluye entrada, 2 tiempo ( normalmente arroz o fídeos) y plato principal más jugo/ agua de frutas) y a veces postre, además de tortillas y salsas, por 55 pesos, equivalente a 3.10 dólares.

Mi recomendación es que prueben las garnachas típicas como sopes, gorditas, tlacoyos por algo así como 10 pesos (0.56 dólares) y que por supuesto y sin lugar a dudas prueben los tacos al pastor, los tacos árabes y las quesadillas con huitlacoche ( No olvidar pedir que les echen queso, porque aún que parece obvio que na quesadilla lleve queso , porque en Ciudad de México, no es obvio). Uno de mis lugares favoritos para comer es como todas las esquinas, pero mis favoritos:
Tlaquepalque en el centro, hamburguesas al carbón del Parque Pushkin.

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Huitlacoche, tan feo y tan rico ❤

Lugares imperdibles

Aunque mi fin no es ir de vacaciones, el primer mes me di el permiso de ir a todos los lugares típicos: Zócalo, Bellas Artes, Museo de Frida Khalo en Coyoacán , las pirámides de Tehotihuacán, Xochimilco.

Zócalo: es una de las plazas más grandes del mundo y tiene dentro de sí la catedral, el palacio de gobierno y otras tantas oficinas y cercano a varios museos. Es una explanada donde hay muchísimos eventos masivos, a donde parten o terminan las marchas y un espectáculo de noche por las luces que ambientan el lugar. En este momento está en remodelación, durante el día se pueden ver vendedores ambulantes, vendedores de tours y algunos rituales mayas, los que incluyen una limpia por 20 pesos (Obvio que me hice como 3). También es muy importante mencionar que a un costado de la catedral, están las ruinas de lo que habría sido un templo indígena, sobre el cual se habría construido la Catedral ( como en la mayoría de los centros religiosos en Latinoamérica y en el mundo, por lo demás)

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Arriba Zócalo, abajo de fondo la Biblioteca de Unam

Bellas Artes: El palacio de Bellas Artes en plena avenida Juárez y a pasos de la Torre Latinoamericana (en su momento una de las más altas de Latinoamérica), una de las postales más hermosas en el paseo por Ciudad de México. Alberga varias colecciones permanentes, entre las que destacan obras tanto de Diego Rivera como de Orozco. El día domingo es gratis.

Museo de Frida Khalo: La famosa pintora, que vivió su vida entre los sufrimientos que le causaba su cuerpo y su amor por Diego Ribera, tuvo una casa en Coyoacán que también fue su taller y lugar donde coleccionaba distintos arminículos. Un imperdible para sus fanáticos, es importante tener en cuenta sacar el ticket por internet, pues si no te puedes exponer a una fila hasta de 4 horas. El valor es de 40 pesos (2.25 dólares)

Teotihuacán: México era efectivamente una laguna como dice la canción, donde entre muchos pueblos, también llegaron los aztecas. Ellos ( o sus esclavos) habrían construido unas pirámides impresionantes e impactantes, ubicadas en las afueras de la ciudad. Si te quieres conectar con la historia azteca y con sus construcciones, es un imperdible. Ojo: Aunque no te gusten los sombreros o los bloqueadores solares, es un indispensable, porque es tanto pero tanto el sol que te puedes hacer daño si no.

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Teotihuacán

Xochimilco: ¿Ya dije que México era una laguna? Bueno, por esta misma razón que siempre hace pensar en un acabo de mundo el día que un gran socavón se coma a Tenochtitlán, es que aún se pueden ver en Xochimilco, canales por los cuales andan barquitos llamados trajineras, utilizando tal vez la manera más tradicional en que se movían los antiguos habitantes de la ciudad. Hoy las trajineras son además un atractivo turísticos por sus colores, pero sobre todo porque arriba de ellas, la gente puede ir de fiesta mientras hacen el recorrido. Hay un valor oficial por hora  por trajinera y no por persona, así que ojo ahí. Muy importante es reconocer este lugar no sólo como trajineras: recomiendo conocer la plaza de Xochi, donde se pueden encontrar nieves o helados, hechos totalmente de manera artesanal , a mi juicio los mejores que he comido en 32 años de vida.

México es fascinante y un imperdible si quieres conocer de la historia latinoamericana en general, una teleserie que hay que ver.

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Baile intenso en las noches de DF
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Cuando fuimos a la Lucha Libre en el Arena México y la vida parecía ser feliz

PD: Y me es indispensable separar México de un playlist básico, que incluye además de los clásicos mexicanos como Luis Miguel, Juan Gabriel o Lucerito, temas tradicionales de la Banda Huentli, músicos que fueron muy importantes para conocer un poquito sobre el mundo náhuatl y cómo era Ciudad de México hace siglos atrás y como muchas de esas costumbres siguen hasta hoy, de la mano tanto de ellos como de las organizaciones sociales a las que se vinculan.

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La Banda Huentli en una actividad súper hermosa ❤